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quarta-feira, 14 de agosto de 2013

DICA DA SEMANA

Olá galera, outro quadro do blog é a: DICA CULTURAL.
Nesse quadro, vamos dar opção de lazer e entretenimento para você.
Fique por dentro e confira dicas bem legais.

A dica da vez é em comemoração do Dia do Fotógrafo. São duas programações:


A primeira é no Domingo, dia 18 na Praça Floriano Peixoto, a partir das 16h. Durante o evento vai ter música,  um bate papo sobre fotografia e uma boa oportunidade de fazer novas amizades. Aproveitem!!




A segunda dica será na segunda-feira, dia 19, a partir das 19h em frente ao Mercado Central.


terça-feira, 13 de agosto de 2013

GRANDES ARTISTAS AMAPAENSES

Olá pessoal! Vamos iniciar um Quadro no blog chamado:  GRANDES ARTISTAS AMAPAENSES
Esse Quadro busca valorizar os artistas locais e contar sua trajetória de vida através de seus perfis. Para nossa primeira edição escolhemos o perfil do cantor e compositor JOÃO AMORIM.
Espero que gostem!
Boa leitura!


Talentoso, carismático e apaixonado por sua arte: Este é João Amorim




Macapaense, tecladista, baterista, violonista, cantor, compositor, professor e produtor musical. Todos atributos de João Amorim, que trabalha com música há 13 anos e desde os 13 anos de idade seu interesse pela música invadiu sua vida e nunca mais largou. 

“Quando eu tinha 13 anos eu pedi um carrinho controle remoto pra minha mãe e ela me deu um teclado. Desde então minha vida nunca mais foi a mesma”, diz João ao ser perguntando como seu interesse pela musica surgiu. Ele contou que estudou piano em um conservatório, mas sua verdadeira escola foi aprender com as bandas e amigos que teve durante a vida. 

Com estilo de música brasileira, João atinge um público bem amplo com músicas que segundo ele trazem “amor, respeito, paz e muita alegria”. 

João faz em média 10 shows por mês com a banda Cuba Livre. Eles tocam um repertório que vai de músicas nacionais a internacionais. O músico também faz em média dois shows com músicas autorais em alguns eventos esporádicos e é sempre convidado para se apresentar em diversas bandas como banda Brind´s, Mano Roots, Manoblues, Companhia de Teatro Boca Miúda, Grupo de Poesia Tatamirô, entre outros, seja como tecladista, baterista ou cantor. Sua competência e carisma conquistam todos. 

Engraçado, João contou um mico que já pagou em público em uma das suas apresentações. "uma vez cantei robocop gay dos mamonas assassinas vestido de mulher e ainda levei cantada quando desci do palco... serve isso? Rs", conta João.

Dificuldade 

“Hoje a grande dificuldade dos músicos é a desvalorização da classe artística”, afirma João quando perguntado sobre as dificuldades enfrentadas como músico no Estado. Ele conta que um músico dificilmente consegue viver apenas de sua arte no Amapá, principalmente se for de músicas autorais, uma vez que, segundo o compositor, a maior parte do público está mais interessado em ouvir sertanejo, forró, funk carioca, melody e pagode. 

João Amorim conta que para que haja uma valorização dos músicos amapaenses, é necessário que “o público macapaense desperte para a riqueza das suas músicas regionais e reinventá-la de modo que fique atraente aos olhos da massa”. 

Ele fala que é necessário que os amapaenses deixem de absorver apenas outros estilos que não são da região e busquem sua identidade própria. Ele citou exemplos amapaenses que conseguiram se destacar no Amapá como Beto Oscar, Helder Brandão, Patrícia Bastos e Oneide Bastos. 

Projetos 

Apesar das dificuldades enfrentadas, João Amorim consegue viver de sua arte e em setembro lançara seu CD “NÔMADE”. 

O cantor que já se apresentou no Estado do Maranhão e no Pará tem o sonho de gravar todas as suas obras e de seus parceiros levando a música amapaense para todo Brasil e para fora do País, se inspira nas pessoas e nos amores da vida e afirma que já tocou em quase todas as casas de show de Macapá. “Quero citar aqui os lugares que mais gostei pelo tratamento que recebi e pela proposta de trabalho: Museu Sacaca, Sesc, Teatro das Bacabeiras e Casa de chorinho Ceará da Cuíca” afirma João.

ARTIGO: UM CANTO CONTIDO


 
 Lindisay Giany Moreira é licenciada em Ciências Biológicas e acadêmica de Pedagogia, ambas pela Universidade Federal do Amapá. Especialista em Educação Ambiental, professora de escola pública e poeta. Ouve Cartola entre uma coisa e outra. Não vive sem livros e acredita que vida e música são assuntos intercambiáveis.











Ao falar-se em música popular amapaense vem logo à mente canções regionais como “Vida boa”, de Zé Miguel e “Jeito Tucuju” de Val Milhomem e Joãozinho Gomes, por retratarem uma parte da vida do homem ribeirinho de nossa Amazônia. Mas o Amapá é isso tudo e muito mais. Somos privilegiados por artistas que além de nos maravilharem com a poesia do regionalismo, nos embalam na sofisticação do blues, com os insuperáveis samba e chorinho, com o reggae e porque não a “zanquerada”, ritmo caliente de Finéias Nelluty. Dentre tantos outros grandiosos compositores que contribuem significativamente para a nossa cultura, Nonato Santos, é um mestre “Quixote”, nos embala em suas melodias. Serginho Salles enobrece nossos ouvidos com seu som encantador. Willian Cardoso, “não deixa o samba morrer” – título de seu novo trabalho – nem qualquer outro ritmo, que com fabulosa ousadia, nos privilegia com suas composições excepcionais e arranjos sem igual. João Amorim com composições envolventes, que nos transportam para um campo de “margaridas”. E eles são muitos: Enrico Di Miceli, Lolito do Bandolim, Oneide Bastos, Nivito Guedes, Negro de Nós, Patrícia Bastos, Amadeu Cavalcante, Alê D’Ilê, Tom Campos, Celine Guedes, Osmar Jr., Ana Martel, Brenda Mello... Nossa lista de gigantes da música é interminável. Ainda bem!

“Música da terra”, gentilmente batizada pelo povo, expressão que se popularizou e que rendeu a irônica “Minhoca”, composição de Zé Miguel. São grandes talentos que já ganharam o Brasil. Por isso, não penso em “música amapaense”, penso em “música brasileira”, afinal, são muitos prêmios em festivais pelo Brasil inteiro que a música genuinamente amapaense já conquistou. Quanta “bagagem” cultural nossos artistas possuem e ainda assim são pouco valorizados. Alguns vivem exclusivamente da música e fazem inúmeros sacrifícios para gravar seus CDs e promover seus shows. Apesar de possuírem repertórios admiráveis e que, em comparação àqueles já consagrados na MPB, não deixam a desejar em absolutamente nada. Há pouca divulgação do que é produzido aqui e quando assim acontece, concentra-se em apresentações em projetos como Casa do Chorinho, Projeto Botequim, Sescanta, Fim de Tarde no Museu e outras casas de shows amapaenses ou eventos festivos. 

A música que a grande massa amapaense consome é aquela midiática, a que “está na moda”. Aqui, pagam-se valores exorbitantes para se prestigiar um pseudoartista que se promove mundialmente com uma única faixa, enquanto desconhecem as infindáveis produções dos artistas daqui. Além disso, o próprio poder público deixa à mercê o músico que está na estrada há anos, com canções que conquistaram corações Brasil afora. Falo de artistas renomados, com carreira e não desses que surgem subitamente. São currículos construídos com competência, profissionalismo e para a grande maioria, com muita humildade.

São artistas grandiosos pela infindável beleza do que nos oferecem materializadas em canções. E isso não deveria ser consumido, mas “devorado” por cada um de nós, não pura e simplesmente pelo apego ao que é nosso, mas em se oportunizar a conhecer o que há de bom a partir de onde vivemos, mas isso é algo que se aprende. Uma música de qualidade não tem preço, tem valor. E essa terra aqui produz música para além do regionalismo. Tais artistas nos surpreendem sempre pela genialidade de poetizar tudo. Os frutos que nos oferecem são infindáveis, que perpassam pela sensibilidade e primor da sonoridade que nos presenteiam.

Deixemos então esse canto ecoar pelos quatro cantos do mundo, a começar pela “linha do Equador, na esquina do rio mais belo”.


sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Dica do mês



Na semana em que se comemora o Dia da Fotografia (19 de agosto), o fotoclube Escrita com Luz promove a oficina "Moldando a Fotopoesia: diálogos 
entre desenho, fotografia e poemas"
o evento busca estimular os participantes a produzirem seus fotopoemas mesclando a prática fotográfica com o desenho em processos digitais e artesanais. São apenas 20 vagas e as inscrições estão abertas de 07 a 20 de agosto e podem ser feitas através do e-mail
fotoclubeescritacomluz@gmail.com, informando o nome completo, idade e uma pequena síntese do porquê quer fazer a oficina. Em razão das poucas vagas, haverá uma seleção de perfil dos inscritos.
A lista com os nomes selecionados poderá ser visualizada na fanpage do fotoclube  Escrita com Luz, no facebook, a partir de 21 de agosto.
Sobre o Fotoclube:
O Escrita com Luz é um espaço que se dispõe a pensar e fazer fotografia mesclada com a literatura, mais especificamente, a poesia. Desta forma, seus membros buscam reunir escritores/poetas e fotógrafos interessados nesta abordagem.  Os encontros acontecem uma vez ao mês, com oficinas, palestras ou dicas de fotografia. O lançamento oficial do fotoclube aconteceu em 15 de junho deste ano, na Biblioteca Elcy Lacerda, ocasião em que foram premiados os vencedores do I Concurso Fotográfico Escrevendo com a Luz da Alma e vernissage da exposição de mesmo nome, além da palestra Poesia e Literatura, ministrada pela fotoclubista Tatiana Jácome.
De acordo com a coordenadora Genniffer Moreira, o fotoclube é independente e sobrevive de recursos próprios de seus membros, é um espaço aberto a novos participantes e parceiros que se interessem em colaborar com a prática artística da fotografia unida à poesia.
Serviço:
Oficina Moldando a Fotopoesia: diálogos entre desenho, fotografia e poemas
Dias: 23 e 24 de agosto/2013
Local: MIS AP (2º piso do Teatro da Bacabeiras)
Ministrante: Aline Pacheco
Contatos: 9179 4950 e 8128 5712
E-mail: fotoclubeescritacomluz@gmail.com

Escrito por: Mary Paes

A ARTE DO OLHAR

                                                                    Foto: Camila Karina

                                                                     Foto: Camila Karina

                                                             Foto:  Camila Karina



Workshop de Fotografia

Workshop Ensaios Fotográficos

Os fotoclubes Escrita com Luz e Fotógrafos Anônimos, em parceria com o MIS AP (Museu da Imagem e do Som do Amapá), se unem para promoverem "Ensaios Fotográficos", um workshop voltado para as técnicas utilizadas ao conceituar um ensaio fotográfico. O fotógrafo Alberto Prado, transmitirá, neste workshop, toda a sua experiência, adquirida em 3 anos de trabalho em seu projeto "Mulheres e suas Personalidades" construído graças às suas viagens, registrando mulheres de diferentes lugares, com seus estilos e personalidades. Esse projeto já lhe rendeu oportunidades tais como viagens para Europa e também trabalhos para coleções de grandes empresas como a Hering.

No workshop serão abordados os seguintes assuntos:

- Tema e Conceito do Ensaio
- Escolha da Modelo
- Escolha dos Looks
- Locação
- Montagem do MoodBoard
- Maquiagem e Produção
- Iluminação
- Direção da Modelo
- O Ensaio
- Escolha das Fotos e Tratamento das Imagens

SERVIÇO:

Wokshop Ensaios Fotográficos
Data: 10.08.2013
Local: auditório do MIS AP - 2º piso do Teatro das Bacabeiras
Horário: das 10h às 18h - com intervalo de uma hora, para o almoço
Valor: R$300,00 parcelado pelo PagSeguro em até 12x
Contato para inscrição: 9179 4950 e 8128 5712 (Mary Paes)
contato@albertoprado.com.br


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Workshop Cianótipo – Fotografia Contemporânea

Na Inglaterra, em 1842, apenas três anos após a invenção oficial da fotografia, Sir John Herschel cunhou a palavra ‘cyanotype’ (ciano do grego azul e tipo de impressão) para um processo que ele inventou para fazer cópias de seus cálculos astronômicos .

O processo cianótipo baseia-se no fato de que, após a exposição à luz solar ou a outra fonte de luz UV, citrato férrico de amônio um sal de ferro sensível à luz é reduzido ao estado ferroso e fica azul na presença de um outro sal de ferro o ferricianeto de potássio.

No workshop serão abordados os seguintes assuntos:

- História do Cianótipo
- Mistura dos Químicos
- Preparo do suporte a ser impresso
- Aplicando o químico no papel
- Montagem para exposição à luz
- Exposição ao sol
- Lavagem do papel para retirada do Cianótipo
- Secagem
- Estudo das Imagens

MATERIAIS:

- 1 Negativo (imagem impressa em transparência em tons de cinza e invertida em um editor de imagem)
- pincel macio
- 2 vidros de 4mm a 6mm no tamanho 32x23 cm.

SERVIÇO:

Oficina de Cianótipo
Data: 11.08.2013
Local: auditório do MIS AP - 2º piso do Teatro das Bacabeiras
Horário: das 10h às 18h - com intervalo de uma hora, para o almoço
Valor: R$300,00 parcelado pelo PagSeguro em até 12x
Contato para inscrição: 9179 4950 e 8128 5712 (Mary Paes)
contato@albertoprado.com.br

Artigo: Paixão pela fotografia



Minhas alunas Marta Bezerra e Lidiane Rosa me fizeram um convite para escrever um artigo para este jornal, em comemoração ao dia 19 de agosto, Dia Mundial da Fotografia - o que me deixou bastante lisonjeada. 

Pensar sobre a minha paixão pela fotografia me fez voltar aos anos 90, época em que tive meu primeiro contato com um laboratório de fotografia P&B. A UnB fornecia boas e velhas Pentax para seus alunos, únicas que resistem ao ânimo e entusiasmo de adolescentes, descobrindo esse novo mundo. Durante esses primeiros semestres, virei “rata” de laboratório, fazendo todo tipo de experiências com as químicas, o ampliador e gastando vários envelopes de papel fotográfico.

Em 1996, recém-formada, morando em Paris, tive a oportunidade de vivenciar o Mês da Fotografia na “Cidade Luz”, que naquele ano aconteceu em novembro. O livreto com as exposições disponíveis era algo inacreditável: lembro-me que, somente as gratuitas, era cerca de umas noventa. Ou seja, teria que ir a três por dia. Quase consegui: não bati minha meta pois, além dos cursos que estava participando, tinha um grande rol de museus a serem visitados – trabalho árduo!

Retornando ao Brasil, trabalhando em multinacionais, a fotografia ficou meio adormecida, resumida somente a encontros familiares e viagens. A vontade de fotografar surge na necessidade de dividir seus pontos de vista com os outros. Eis, então, que a minha vinda ao Amapá a reacendeu - acostumada à paisagem do cerrado, encantei-me com a exuberância da Floresta Amazônica e a cultura local. Resultado: em setembro de 2007, à apenas oito meses no Estado, realizei a minha primeira exposição fotográfica individual, na Fortaleza de São José de Macapá, em comemoração à criação do Território Federal do Amapá. A exposição contava com 30 fotografias coloridas com paisagens de diversos municípios do Estado, e, felizmente, teve uma ótima aceitação pela mídia local.

De lá pra cá não parei mais: em 2008, a convite do Macapá Shopping, organizei uma exposição em comemoração ao Dia dos Namorados, um passeio por lugares românticos da Europa. No ano posterior fiz uma exposição no SESC Araxá, com fotos de paisagens da região norte do nosso país. Em 2010 fiz uma exposição fotográfica sobre a França na Escola Danielle Miterrand e no Centro Cultural Franco Amapaense e, em 2012, outra exposição no SESC Araxá sobre o Uruguai.

A minha paixão pela fotografia sempre foi recompensada: também tive a satisfação de ficar como finalista em alguns concursos fotográficos, como o III Concurso Next-Photo, e tenho algumas boas recordações, como o trabalho que fiz para a LIESA (Liga das Escolas de Samba do Amapá) em 2009, quando fiz a cobertura do Carnaval daquele ano e organizei um álbum para cada escola de samba.

A fotografia é um aprendizado contínuo e, quanto mais você se doa, mais você se encanta por ela!
                                                            Foto de Luciana Macedo


                                                           Foto de Luciana Macedo

Artigo feito por Luciane Macêdo, natural de Goiania, professora na Universidade Federal do Amapá, Graduada em Comunicação Social, habilitação em Publicidade e Propaganda, na UnB (Universidade de Brasília) – Brasília-DF;Pós-Graduada em Marketing, na Universidade Gama Filho – RJ-RJ; Pós-Graduada em Didática do Ensino Superior, na FAMA MCP-AP; Mestre em Sistemas de Gestão, na UFF - Universidade Federal Fluminense – Niterói-RJ; com Curso de preparação para a Grand École D´Art – no Ateliê Prep´Art, Paris-França.