terça-feira, 20 de agosto de 2013
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Mazagão nos preparativos para mais uma Festa do Divino
Gabriel
Penha
Mazagão
Velho, distrito de Mazagão a cerca de 70 quilômetros de Macapá, se prepara para
mais uma Festa do Divino Espírito Santo. O ponto alto será na próxima no
próximo dia 24 de agosto (sábado), com a cerimônia de Coroação da Imperatriz e
Marabaixo de rua. Trata-se de uma das mais conhecidas festas religiosas e
culturais da região.
A Festa do Divino Espírito Santo é um culto ao Espírito Santo, em suas diversas manifestações, é uma das mais antigas e difundidas práticas do catolicismo popular, com origens na África e na Europa. É celebrada em diversos Estado do Brasil e em Mazagão Velho é festejada há mais de um século.
A Festa do Divino Espírito Santo é um culto ao Espírito Santo, em suas diversas manifestações, é uma das mais antigas e difundidas práticas do catolicismo popular, com origens na África e na Europa. É celebrada em diversos Estado do Brasil e em Mazagão Velho é festejada há mais de um século.
Coroação da Imperatriz
Na manhã de 24 de agosto acontece a Coroação da Imperatriz, na Igreja de Nossa Senhora da Assunção, um dos momentos mais esperados pela organização. É uma referência à Princesa Isabel, signatária da Lea Áurea, em 13 de maio de 1888. Além da soberana, a Corte também é representada por meninas de famílias tradicionais da vila histórica, cada uma com sua atribuição.
A Trinchante cuida das joias da princesa; a Pega na Capa é responsável pelas vestimentas; Alferes Bandeira carrega a Bandeira do Divino; as Varas douradas fazem a segurança da Corte Real; e as Pagas-Fogaças cuidam da alimentação.
Foto: Gabriel Penha
Marabaixo de rua
Após a coroação, acontece o Marabaixo de rua, em Mazagão Velho. É o único fora do ciclo oficial, que acontece de abril a junho, em Macapá. “É uma festa de grande beleza, uma das mais esperadas da nossa comunidade. Isso sem falar que recebemos muitos foliões e amigos de outras comunidades”, assinala Joaquina da Silva Jacarandá, 60, moradora de Mazagão Velho e uma das organizadoras da parte religiosa da festividade.
Após a coroação, acontece o Marabaixo de rua, em Mazagão Velho. É o único fora do ciclo oficial, que acontece de abril a junho, em Macapá. “É uma festa de grande beleza, uma das mais esperadas da nossa comunidade. Isso sem falar que recebemos muitos foliões e amigos de outras comunidades”, assinala Joaquina da Silva Jacarandá, 60, moradora de Mazagão Velho e uma das organizadoras da parte religiosa da festividade.
Foto: Gabriel Penha
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Clube do Cinema realiza sessão com o filme “Blow Up”
O filme “Blow Up”, do diretor italiano Michelangelo Antonioni, será
exibido neste sábado, 17 de agosto, às 18h30, no Espaço Caos - Arte e Cultura,
localizado na Avenida Procópio Rola,
1572, Centro; próximo ao Campus II da Universidade Estadual do Amapá (UEAP), com
entrada franca.
O filme conta a história de
um fotógrafo de moda chamado Thomas. Tudo
e todos no mundo dele parecem ser tão efêmeros quanto a moda que fotografa,
exceto a relação com sua arte, suas câmeras e suas imagens. Para ter
fotografias para um livro que pretende lançar, Thomas passeia pelo parque
tirando fotos aleatoriamente. É quando avista um casal ao longe e os fotografa
secretamente. Ao revelar o filme, percebe que pode ter fotografado um
assassinato em progresso.
A obra conquistou, em 1996, os prémios de Melhor
Filme e Melhor Realizador da então recém-nascida National Society of Film
Critics, e tornou-se num visionamento obrigatório para apreciadores da técnica
de desnorteamento e intriga paranoica. “Blow Up” também oferece um esboço de
Londres no final dos anos 60, com o seu amor livre, modas vibrantes, paixões,
festas, lânguida coolness e música.
Segundo Jamaile Gurjão, uma das organizadoras
do evento, o filme “Blow Up”
busca “incentivar o debate sobre a representação do
real através da fotografia e a supervalorização da imagem, deixando a critério
do público as suposições, interpretações e conclusões”. O Clube do
Cinema deste sábado tem como temática a fotografia, pois será realizado às vésperas
do Dia Mundial da Fotografia.
A exibição faz parte do
projeto Clube do Cinema, realizado pelo Festival Imagem-Movimento, aos sábados,
com diversas temáticas. O cineclube tem a proposta de ser um espaço de difusão de
trabalhos que, dificilmente, chegam a ser projetados nas salas de cinema do Estado,
seja de nível local como internacional.
Veja o trailer do filme:
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
ARTE DO OLHAR
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
DICA DA SEMANA
Olá galera, outro quadro do blog é a: DICA CULTURAL.
Nesse quadro, vamos dar opção de lazer e entretenimento para você.
Fique por dentro e confira dicas bem legais.
A dica da vez é em comemoração do Dia do Fotógrafo. São duas programações:
A primeira é no Domingo, dia 18 na Praça Floriano Peixoto, a partir das 16h. Durante o evento vai ter música, um bate papo sobre fotografia e uma boa oportunidade de fazer novas amizades. Aproveitem!!
A segunda dica será na segunda-feira, dia 19, a partir das 19h em frente ao Mercado Central.
Nesse quadro, vamos dar opção de lazer e entretenimento para você.
Fique por dentro e confira dicas bem legais.
A dica da vez é em comemoração do Dia do Fotógrafo. São duas programações:
A primeira é no Domingo, dia 18 na Praça Floriano Peixoto, a partir das 16h. Durante o evento vai ter música, um bate papo sobre fotografia e uma boa oportunidade de fazer novas amizades. Aproveitem!!
A segunda dica será na segunda-feira, dia 19, a partir das 19h em frente ao Mercado Central.
terça-feira, 13 de agosto de 2013
GRANDES ARTISTAS AMAPAENSES
Olá pessoal! Vamos iniciar um Quadro no blog chamado: GRANDES ARTISTAS AMAPAENSES
Esse Quadro busca valorizar os artistas locais e contar sua trajetória de vida através de seus perfis. Para nossa primeira edição escolhemos o perfil do cantor e compositor JOÃO AMORIM.
Espero que gostem!
Boa leitura!
Talentoso, carismático e apaixonado por sua arte: Este é João Amorim
“Quando eu
tinha 13 anos eu pedi um carrinho controle remoto pra minha mãe e ela me
deu um teclado. Desde então minha vida nunca mais foi a mesma”, diz
João ao ser perguntando como seu interesse pela musica surgiu. Ele
contou que estudou piano em um conservatório, mas sua verdadeira escola
foi aprender com as bandas e amigos que teve durante a vida.
Com
estilo de música brasileira, João atinge um público bem amplo com
músicas que segundo ele trazem “amor, respeito, paz e muita alegria”.
João faz em média 10 shows por mês com a banda Cuba Livre. Eles tocam
um repertório que vai de músicas nacionais a internacionais. O músico
também faz em média dois shows com músicas autorais em alguns eventos
esporádicos e é sempre convidado para se apresentar em diversas bandas
como banda Brind´s, Mano Roots, Manoblues, Companhia de Teatro Boca
Miúda, Grupo de Poesia Tatamirô, entre outros, seja como tecladista,
baterista ou cantor. Sua competência e carisma conquistam todos.
Engraçado, João contou um mico que já pagou em público em uma das suas apresentações. "uma vez cantei robocop gay dos
mamonas assassinas vestido de mulher e ainda levei cantada quando desci do
palco... serve isso? Rs", conta João.
Dificuldade
“Hoje a grande dificuldade dos músicos é a desvalorização da classe
artística”, afirma João quando perguntado sobre as dificuldades
enfrentadas como músico no Estado. Ele conta que um músico dificilmente
consegue viver apenas de sua arte no Amapá, principalmente se for de
músicas autorais, uma vez que, segundo o compositor, a maior parte do
público está mais interessado em ouvir sertanejo, forró, funk carioca,
melody e pagode.
João Amorim conta que para que haja uma
valorização dos músicos amapaenses, é necessário que “o público
macapaense desperte para a riqueza das suas músicas regionais e
reinventá-la de modo que fique atraente aos olhos da massa”.
Ele
fala que é necessário que os amapaenses deixem de absorver apenas
outros estilos que não são da região e busquem sua identidade própria.
Ele citou exemplos amapaenses que conseguiram se destacar no Amapá como
Beto Oscar, Helder Brandão, Patrícia Bastos e Oneide Bastos.
Projetos
Apesar das dificuldades enfrentadas, João Amorim consegue viver de sua arte e em setembro lançara seu CD “NÔMADE”.
O cantor que já se apresentou no Estado do Maranhão e no Pará tem o
sonho de gravar todas as suas obras e de seus parceiros levando a música
amapaense para todo Brasil e para fora do País, se inspira nas pessoas e
nos amores da vida e afirma que já tocou em quase todas as casas de
show de Macapá. “Quero citar aqui os lugares que mais gostei pelo
tratamento que recebi e pela proposta de trabalho: Museu Sacaca, Sesc,
Teatro das Bacabeiras e Casa de chorinho Ceará da Cuíca” afirma João.
ARTIGO: UM CANTO CONTIDO
Lindisay Giany Moreira é licenciada em Ciências
Biológicas e acadêmica de Pedagogia, ambas pela Universidade Federal do Amapá. Especialista
em Educação Ambiental, professora de escola pública e poeta. Ouve Cartola entre
uma coisa e outra. Não vive sem livros e acredita que vida e música são
assuntos intercambiáveis.
Ao falar-se em música popular
amapaense vem logo à mente canções regionais como “Vida boa”, de Zé Miguel e
“Jeito Tucuju” de Val Milhomem e Joãozinho Gomes, por retratarem uma parte da
vida do homem ribeirinho de nossa Amazônia. Mas o Amapá é isso tudo e muito
mais. Somos privilegiados por artistas que além de nos maravilharem com a
poesia do regionalismo, nos embalam na sofisticação do blues, com os
insuperáveis samba e chorinho, com o reggae e porque não a “zanquerada”, ritmo caliente de Finéias Nelluty. Dentre
tantos outros grandiosos compositores que contribuem significativamente para a
nossa cultura, Nonato Santos, é um mestre “Quixote”, nos embala em suas
melodias. Serginho Salles enobrece nossos ouvidos com seu som encantador.
Willian Cardoso, “não deixa o samba morrer” – título de seu novo trabalho – nem
qualquer outro ritmo, que com fabulosa ousadia, nos privilegia com suas
composições excepcionais e arranjos sem igual. João Amorim com composições
envolventes, que nos transportam para um campo de “margaridas”. E eles são
muitos: Enrico Di Miceli, Lolito do Bandolim, Oneide Bastos, Nivito Guedes,
Negro de Nós, Patrícia Bastos, Amadeu Cavalcante, Alê D’Ilê, Tom Campos, Celine
Guedes, Osmar Jr., Ana Martel, Brenda Mello... Nossa lista de gigantes da
música é interminável. Ainda bem!
“Música da terra”, gentilmente
batizada pelo povo, expressão que se popularizou e que rendeu a irônica
“Minhoca”, composição de Zé Miguel. São grandes talentos que já ganharam o
Brasil. Por isso, não penso em “música amapaense”, penso em “música
brasileira”, afinal, são muitos prêmios em festivais pelo Brasil inteiro que a
música genuinamente amapaense já conquistou. Quanta “bagagem” cultural nossos
artistas possuem e ainda assim são pouco valorizados. Alguns vivem
exclusivamente da música e fazem inúmeros sacrifícios para gravar seus CDs e
promover seus shows. Apesar de possuírem repertórios admiráveis e que, em
comparação àqueles já consagrados na MPB, não deixam a desejar em absolutamente
nada. Há pouca divulgação do que é produzido aqui e quando assim acontece,
concentra-se em apresentações em projetos como Casa do Chorinho, Projeto
Botequim, Sescanta, Fim de Tarde no Museu e outras casas de shows amapaenses ou
eventos festivos.
A música que a grande massa
amapaense consome é aquela midiática, a que “está na moda”. Aqui, pagam-se
valores exorbitantes para se prestigiar um pseudoartista que se promove
mundialmente com uma única faixa, enquanto desconhecem as infindáveis produções
dos artistas daqui. Além disso, o próprio poder público deixa à mercê o músico
que está na estrada há anos, com canções que conquistaram corações Brasil
afora. Falo de artistas renomados, com carreira e não desses que surgem
subitamente. São currículos construídos com competência, profissionalismo e
para a grande maioria, com muita humildade.
São artistas grandiosos pela
infindável beleza do que nos oferecem materializadas em canções. E isso não deveria
ser consumido, mas “devorado” por cada um de nós, não pura e simplesmente pelo
apego ao que é nosso, mas em se oportunizar a conhecer o que há de bom a partir
de onde vivemos, mas isso é algo que se aprende. Uma música de qualidade não
tem preço, tem valor. E essa terra aqui produz música para além do
regionalismo. Tais artistas nos surpreendem sempre pela genialidade de poetizar
tudo. Os frutos que nos oferecem são infindáveis, que perpassam pela
sensibilidade e primor da sonoridade que nos presenteiam.
Deixemos então esse canto ecoar
pelos quatro cantos do mundo, a começar pela “linha do Equador, na esquina do
rio mais belo”.
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