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segunda-feira, 19 de agosto de 2013

OPORTUNIDADE


Mazagão nos preparativos para mais uma Festa do Divino

Gabriel Penha


Mazagão Velho, distrito de Mazagão a cerca de 70 quilômetros de Macapá, se prepara para mais uma Festa do Divino Espírito Santo. O ponto alto será na próxima no próximo dia 24 de agosto (sábado), com a cerimônia de Coroação da Imperatriz e Marabaixo de rua. Trata-se de uma das mais conhecidas festas religiosas e culturais da região.
A Festa do Divino Espírito Santo é um culto ao Espírito Santo, em suas diversas manifestações, é uma das mais antigas e difundidas práticas do catolicismo popular, com origens na África e na Europa. É celebrada em diversos Estado do Brasil e em Mazagão Velho é festejada há mais de um século.

Coroação da Imperatriz
Na manhã de 24 de agosto acontece a Coroação da Imperatriz, na Igreja de Nossa Senhora da Assunção, um dos momentos mais esperados pela organização. É uma referência à Princesa Isabel, signatária da Lea Áurea, em 13 de maio de 1888. Além da soberana, a Corte também é representada por meninas de famílias tradicionais da vila histórica, cada uma com sua atribuição.
A Trinchante cuida das joias da princesa; a Pega na Capa é responsável pelas vestimentas; Alferes Bandeira carrega a Bandeira do Divino; as Varas douradas fazem a segurança da Corte Real; e as Pagas-Fogaças cuidam da alimentação.

                                          Foto: Gabriel Penha         

Marabaixo de rua
Após a coroação, acontece o Marabaixo de rua, em Mazagão Velho. É o único fora do ciclo oficial, que acontece de abril a junho, em Macapá. “É uma festa de grande beleza, uma das mais esperadas da nossa comunidade. Isso sem falar que recebemos muitos foliões e amigos de outras comunidades”, assinala Joaquina da Silva Jacarandá, 60, moradora de Mazagão Velho e uma das organizadoras da parte religiosa da festividade.



                                            Foto: Gabriel Penha


sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Clube do Cinema realiza sessão com o filme “Blow Up”

O filme “Blow Up”, do diretor italiano Michelangelo Antonioni, será exibido neste sábado, 17 de agosto, às 18h30, no Espaço Caos - Arte e Cultura, localizado na Avenida Procópio Rola, 1572, Centro; próximo ao Campus II da Universidade Estadual do Amapá (UEAP), com entrada franca.
O filme conta a história de um fotógrafo de moda chamado Thomas. Tudo e todos no mundo dele parecem ser tão efêmeros quanto a moda que fotografa, exceto a relação com sua arte, suas câmeras e suas imagens. Para ter fotografias para um livro que pretende lançar, Thomas passeia pelo parque tirando fotos aleatoriamente. É quando avista um casal ao longe e os fotografa secretamente. Ao revelar o filme, percebe que pode ter fotografado um assassinato em progresso.
A obra conquistou, em 1996, os prémios de Melhor Filme e Melhor Realizador da então recém-nascida National Society of Film Critics, e tornou-se num visionamento obrigatório para apreciadores da técnica de desnorteamento e intriga paranoica. “Blow Up” também oferece um esboço de Londres no final dos anos 60, com o seu amor livre, modas vibrantes, paixões, festas, lânguida coolness e música.
Segundo Jamaile Gurjão, uma das organizadoras do evento, o filme “Blow Up” busca “incentivar o debate sobre a representação do real através da fotografia e a supervalorização da imagem, deixando a critério do público as suposições, interpretações e conclusões”. O Clube do Cinema deste sábado tem como temática a fotografia, pois será realizado às vésperas do Dia Mundial da Fotografia.
A exibição faz parte do projeto Clube do Cinema, realizado pelo Festival Imagem-Movimento, aos sábados, com diversas temáticas. O cineclube tem a proposta de ser um espaço de difusão de trabalhos que, dificilmente, chegam a ser projetados nas salas de cinema do Estado, seja de nível local como internacional.


Veja o trailer do filme:


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

DICA DA SEMANA

Olá galera, outro quadro do blog é a: DICA CULTURAL.
Nesse quadro, vamos dar opção de lazer e entretenimento para você.
Fique por dentro e confira dicas bem legais.

A dica da vez é em comemoração do Dia do Fotógrafo. São duas programações:


A primeira é no Domingo, dia 18 na Praça Floriano Peixoto, a partir das 16h. Durante o evento vai ter música,  um bate papo sobre fotografia e uma boa oportunidade de fazer novas amizades. Aproveitem!!




A segunda dica será na segunda-feira, dia 19, a partir das 19h em frente ao Mercado Central.


terça-feira, 13 de agosto de 2013

GRANDES ARTISTAS AMAPAENSES

Olá pessoal! Vamos iniciar um Quadro no blog chamado:  GRANDES ARTISTAS AMAPAENSES
Esse Quadro busca valorizar os artistas locais e contar sua trajetória de vida através de seus perfis. Para nossa primeira edição escolhemos o perfil do cantor e compositor JOÃO AMORIM.
Espero que gostem!
Boa leitura!


Talentoso, carismático e apaixonado por sua arte: Este é João Amorim




Macapaense, tecladista, baterista, violonista, cantor, compositor, professor e produtor musical. Todos atributos de João Amorim, que trabalha com música há 13 anos e desde os 13 anos de idade seu interesse pela música invadiu sua vida e nunca mais largou. 

“Quando eu tinha 13 anos eu pedi um carrinho controle remoto pra minha mãe e ela me deu um teclado. Desde então minha vida nunca mais foi a mesma”, diz João ao ser perguntando como seu interesse pela musica surgiu. Ele contou que estudou piano em um conservatório, mas sua verdadeira escola foi aprender com as bandas e amigos que teve durante a vida. 

Com estilo de música brasileira, João atinge um público bem amplo com músicas que segundo ele trazem “amor, respeito, paz e muita alegria”. 

João faz em média 10 shows por mês com a banda Cuba Livre. Eles tocam um repertório que vai de músicas nacionais a internacionais. O músico também faz em média dois shows com músicas autorais em alguns eventos esporádicos e é sempre convidado para se apresentar em diversas bandas como banda Brind´s, Mano Roots, Manoblues, Companhia de Teatro Boca Miúda, Grupo de Poesia Tatamirô, entre outros, seja como tecladista, baterista ou cantor. Sua competência e carisma conquistam todos. 

Engraçado, João contou um mico que já pagou em público em uma das suas apresentações. "uma vez cantei robocop gay dos mamonas assassinas vestido de mulher e ainda levei cantada quando desci do palco... serve isso? Rs", conta João.

Dificuldade 

“Hoje a grande dificuldade dos músicos é a desvalorização da classe artística”, afirma João quando perguntado sobre as dificuldades enfrentadas como músico no Estado. Ele conta que um músico dificilmente consegue viver apenas de sua arte no Amapá, principalmente se for de músicas autorais, uma vez que, segundo o compositor, a maior parte do público está mais interessado em ouvir sertanejo, forró, funk carioca, melody e pagode. 

João Amorim conta que para que haja uma valorização dos músicos amapaenses, é necessário que “o público macapaense desperte para a riqueza das suas músicas regionais e reinventá-la de modo que fique atraente aos olhos da massa”. 

Ele fala que é necessário que os amapaenses deixem de absorver apenas outros estilos que não são da região e busquem sua identidade própria. Ele citou exemplos amapaenses que conseguiram se destacar no Amapá como Beto Oscar, Helder Brandão, Patrícia Bastos e Oneide Bastos. 

Projetos 

Apesar das dificuldades enfrentadas, João Amorim consegue viver de sua arte e em setembro lançara seu CD “NÔMADE”. 

O cantor que já se apresentou no Estado do Maranhão e no Pará tem o sonho de gravar todas as suas obras e de seus parceiros levando a música amapaense para todo Brasil e para fora do País, se inspira nas pessoas e nos amores da vida e afirma que já tocou em quase todas as casas de show de Macapá. “Quero citar aqui os lugares que mais gostei pelo tratamento que recebi e pela proposta de trabalho: Museu Sacaca, Sesc, Teatro das Bacabeiras e Casa de chorinho Ceará da Cuíca” afirma João.

ARTIGO: UM CANTO CONTIDO


 
 Lindisay Giany Moreira é licenciada em Ciências Biológicas e acadêmica de Pedagogia, ambas pela Universidade Federal do Amapá. Especialista em Educação Ambiental, professora de escola pública e poeta. Ouve Cartola entre uma coisa e outra. Não vive sem livros e acredita que vida e música são assuntos intercambiáveis.











Ao falar-se em música popular amapaense vem logo à mente canções regionais como “Vida boa”, de Zé Miguel e “Jeito Tucuju” de Val Milhomem e Joãozinho Gomes, por retratarem uma parte da vida do homem ribeirinho de nossa Amazônia. Mas o Amapá é isso tudo e muito mais. Somos privilegiados por artistas que além de nos maravilharem com a poesia do regionalismo, nos embalam na sofisticação do blues, com os insuperáveis samba e chorinho, com o reggae e porque não a “zanquerada”, ritmo caliente de Finéias Nelluty. Dentre tantos outros grandiosos compositores que contribuem significativamente para a nossa cultura, Nonato Santos, é um mestre “Quixote”, nos embala em suas melodias. Serginho Salles enobrece nossos ouvidos com seu som encantador. Willian Cardoso, “não deixa o samba morrer” – título de seu novo trabalho – nem qualquer outro ritmo, que com fabulosa ousadia, nos privilegia com suas composições excepcionais e arranjos sem igual. João Amorim com composições envolventes, que nos transportam para um campo de “margaridas”. E eles são muitos: Enrico Di Miceli, Lolito do Bandolim, Oneide Bastos, Nivito Guedes, Negro de Nós, Patrícia Bastos, Amadeu Cavalcante, Alê D’Ilê, Tom Campos, Celine Guedes, Osmar Jr., Ana Martel, Brenda Mello... Nossa lista de gigantes da música é interminável. Ainda bem!

“Música da terra”, gentilmente batizada pelo povo, expressão que se popularizou e que rendeu a irônica “Minhoca”, composição de Zé Miguel. São grandes talentos que já ganharam o Brasil. Por isso, não penso em “música amapaense”, penso em “música brasileira”, afinal, são muitos prêmios em festivais pelo Brasil inteiro que a música genuinamente amapaense já conquistou. Quanta “bagagem” cultural nossos artistas possuem e ainda assim são pouco valorizados. Alguns vivem exclusivamente da música e fazem inúmeros sacrifícios para gravar seus CDs e promover seus shows. Apesar de possuírem repertórios admiráveis e que, em comparação àqueles já consagrados na MPB, não deixam a desejar em absolutamente nada. Há pouca divulgação do que é produzido aqui e quando assim acontece, concentra-se em apresentações em projetos como Casa do Chorinho, Projeto Botequim, Sescanta, Fim de Tarde no Museu e outras casas de shows amapaenses ou eventos festivos. 

A música que a grande massa amapaense consome é aquela midiática, a que “está na moda”. Aqui, pagam-se valores exorbitantes para se prestigiar um pseudoartista que se promove mundialmente com uma única faixa, enquanto desconhecem as infindáveis produções dos artistas daqui. Além disso, o próprio poder público deixa à mercê o músico que está na estrada há anos, com canções que conquistaram corações Brasil afora. Falo de artistas renomados, com carreira e não desses que surgem subitamente. São currículos construídos com competência, profissionalismo e para a grande maioria, com muita humildade.

São artistas grandiosos pela infindável beleza do que nos oferecem materializadas em canções. E isso não deveria ser consumido, mas “devorado” por cada um de nós, não pura e simplesmente pelo apego ao que é nosso, mas em se oportunizar a conhecer o que há de bom a partir de onde vivemos, mas isso é algo que se aprende. Uma música de qualidade não tem preço, tem valor. E essa terra aqui produz música para além do regionalismo. Tais artistas nos surpreendem sempre pela genialidade de poetizar tudo. Os frutos que nos oferecem são infindáveis, que perpassam pela sensibilidade e primor da sonoridade que nos presenteiam.

Deixemos então esse canto ecoar pelos quatro cantos do mundo, a começar pela “linha do Equador, na esquina do rio mais belo”.